Entenda as diferenças entre Cloud Computing e Edge Computing

Estima-se que em 2020 cerca de 50 milhões de aparelhos como celulares, sensores, drones e qualquer tipo de dispositivo da Internet das Coisas (IoT) estejam conectados. Esse será um reflexo do aumento da demanda de dados que, em todo o mundo, não para de crescer.

Em comum, a maioria desses aparelhos está conectado à nuvem, onde essa infinidade de dados é armazenada, processada e pode ser acessada a qualquer momento, em qualquer lugar – basta ter disponível um computador com acesso à internet.

Neste artigo vamos apresentar os conceitos de Cloud Computing e Edge Computing, dois termos comuns quando o assunto é a computação em nuvem. Continue a leitura para entender o significado de cada um.

O que é Cloud Computing?

Como já foi dito, computação em nuvem (do inglês “Cloud Computing”) é a possibilidade de acessar arquivos e realizar tarefas diferentes pela internet. Com ela não é necessário instalar no computador uma série de programas para o usuário fazer o que precisa, como mexer em uma planilha, por exemplo. No lugar dos aplicativos, poderão ser acessados diferentes serviços online, que permitirão ao usuário trabalhar de qualquer lugar, já que os dados estarão armazenados em uma rede e não em um computador específico.

Mas, por que essa tecnologia é chamada de nuvem? A comparação surgiu de antigos esquemas de telecomunicações nos quais a rede telefônica pública – que depois se tornou a internet – era frequentemente representada como uma nuvem de coisas extras.

Por meio da computação em nuvem, recursos computacionais são disponibilizados de forma otimizada, com alto desempenho e capacidade, a custos muito baixos, se comparados aos de servidores locais. Por causa da redução de custos, muitas empresas preferem alugar acesso para armazenar arquivos do que ter a própria infraestrutura de computação ou data center.

Outro benefício é a distribuição geográfica dos recursos por parte do fornecedor do serviço, que pode ser privado ou público. Esse tipo de distribuição implica em uma melhor capacidade de ação no caso de ocorrer alguma queda ou até mesmo falha nos serviços.

No entanto, o grande número de dados e de processamento suportados diariamente pelo Cloud Computing é suficiente para reduzir a sua performance, gerando problemas como insuficiência na rede, tempo de inatividade e alta latência. Sem contar a segurança dos dados, que pode ficar comprometida em um ambiente sujeito a falhas.

O que é Edge Computing?

É para combater uma possível vulnerabilidade que possa comprometer a segurança dos dados armazenados na nuvem que o conceito de Edge Computing está crescendo.

Com essa tecnologia, as informações são alocadas primeiro em um gateway – uma máquina intermediária para interligar redes – e somente depois elas vão para a nuvem. Considerada um avanço de computação distribuída, o Edge Computing é executado diretamente nos nós dos dispositivos distribuídos e impulsiona o processamento em locais mais próximos do usuário, melhorando a velocidade das respostas. É, portanto, parte de uma topologia de computação distribuída que aproxima o processamento de informações das pessoas e dos sistemas que o consomem.

Um exemplo do uso do Edge Computing nos negócios são as câmeras de segurança de uma empresa. Usando o Cloud Computing, as câmeras enviam dados para o servidor que está distante do local e depois salva os arquivos na conta da companhia. Com o Edge Computing, a unidade de processamento pode fazer parte da câmera, classificando quais dados serão salvos e enviando para o servidor somente o que for mais relevante.

Qual a diferença entre essas duas tecnologias?

Principalmente o local onde acontece o processamento de dados. Muitos sistemas de IoT realizam todos os cálculos na nuvem, usando grandes servidores centralizados. Consequentemente, dispositivos finais de baixo nível, assim como dispositivos de gateway, são usados para agregar dados e executar processamento de baixo nível.

O Edge Computing move a maioria desses processos para longe do data center centralizado e para perto do usuário final, desde computação até o armazenamento de dados e à rede.

Ambas as funcionalidades são amplamente utilizadas e devem ser aproveitadas de acordo com as necessidades do consumidor. Em alguns cenários em que o volume de dados e o custo para operacionalizar a Cloud Computing são aceitáveis, este tipo de aplicação pode ser ideal.

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